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23 junho 2008

high society

acontece que o conheirinho com cara de malvado, também era um tremendo pleibói da faculdade particular...
cheio de poréns, tímido e (apesar de ter uma namorada) tinha um tremendo medo de mulher!
.
ele terminou o serviço, olhou pro lado: sentiu muita raiva da puta! começou a brigar, deu-lhe umas boas bofetadas e foi embora sem pagar...
.
deixou uns trocados com o porteiro como prova de dignidade

05 junho 2008

o que vai acontecer com aquela balinha do ônibus daqui uns 5 anos???

todo mundo que vive em um grande ou médio (ou pequeno) centro urbano, já se deparou com aquelas balinhas dentro de um caixote que pulam na sua frente com um rostinho simpático (que chegar a fazer dó). então, você já pensou o que irá acontecer com essas balinhas, que passaram rapidamente por você no coletivo, daqui a alguns anos? não?
então delicie-se com os drops do próximo capítulo!

a bala de goma - foi vista na rua rio de janeiro, abordando uma senhora: "e é isso mesmo, madame! eu garanto com toda garantia, num é roubado não! pode levar na confiança, eu to aqui todo dia! qualquer coisa, pode trazer aqui que nós troca!"

a bala de yogurt - tá morando na guaicurus, perto da av. dos andradas. não mudou muito, continua fofinha, de aparência saudável e tentadora, mas vai levar o seu último centavo e dar uma baita dor no estômago, no dia seguinte

a bala macia - essa aposentou... não nasceu pra dar duro e vive com o auxílio da bolsa família

tic-tac - balinha paciente... não apressa o relógio, sabe bem a hora de agir. tá ali na esquina, te marcando...

a bala halls - essa daí ainda vemos bastante nos coletivos, além de bancos, casas lotéricas, supermercados e padarias... são fáceis de reconhecer, você olha pra elas e sente um gelo na espinha na mesma hora! melhor não reagir, ou o efeito refrescante pode durar pra sempre!

e a bala banda??? essa daí sumiu da praça... ouvi dizer que virou bala perdida...

13 abril 2008

a classe dividida pela média e outros pseudo-mártires

- mas meu filho!!! isso daqui não é ambiente pra você trabalhar!
- han? como assim?
- eu vi um cara enrolando um baseado lá fora!
- e daí?
- você devia voltar a ser biblitecário de escola pública...
- mas a escola era no meio da favela... tinham vários caras enrolando baseados dentro da escola! fora as bombas no telhado, as ameaças e o crack na hora do recreio!
- humpf! mas lá você era concursado. isso daqui não é ambiente pra você trabalhar!

03 abril 2008

outros ares (?)

no sul a galera é mais educada, mais consciente, mais elegante... mas ainda é a galera, né?

o gordinho da copiadora tinha que fazer um esforço enorme, demonstrando toda sua habilidade de encadernar cópias da apostila de francês do doidão que esperava (impacientemente) na fila, só pra se mostrar pra tiazona metida a patricinha que derramava o melhor do seu charme (com pinta de início dos anos 90) pra deixar o gordinho se matando antes d'ela ir embora jogando o cabelo e sem agradecer.

talvez fosse o melhor que os dois conseguiriam naquela bela manhã de sol.

03 março 2008

3 de março de 2008

hoje caiu a condicional. a partir de agora serei julgado pelo todo poderoso.
até onde irão comigo? lobotomia? estupro moral?
preciso decidir o meu destino...


...então:
amsterdã ou barcelona???

"have a nice trip"

16 janeiro 2008

do baú de pérolas (que o caminhão do lixeiro levou)

pra derreter qualquer garota, da mesa de boteco à entrada de motel:

ela:
"... mas amor, meu dinheiro acabou!"
ele:
"não esquenta! me deixa bêbado que eu fico rico!"

15 janeiro 2008

sobre consumo, fetiches e mentiras

(...) e a patricinha toda empinadinha, parada em frente à vitrine do shopping, from the top of hers hills, não parava de pensar - ... eu ainda vou dar pro porteiro do meu prédio!

14 janeiro 2008

naqueles tempos, o natal era mais divertido

(...) e na tela de um chat eletronico qualquer, às vesperas de natal, se lia o seguinte diálogo:

josé diz:
papai noel
outro alguém diz:
ah sim!
outro alguém diz:
tds odeiam
josé diz:
ele eh um bosta vey
outro alguém diz:
kkkk
josé diz:
soh poq eu qria tirar uma foto com ele ele me mando tomah nu cu
josé diz:
lah no itau
josé diz:
lincharao o papai noel
outro alguém diz:
serio?
josé diz:
n
josé diz:
mas deviam
outro alguém diz:
mas ele t mandou tomar no cu?
josé diz:
aham
outro alguém diz:
kkkkkk
josé diz:
ele eh cheio das girias
outro alguém diz:
como assim???
josé diz:
ah
josé diz:
tipo
josé diz:
mandou um papo reto saka?
josé diz:
falou pra gente dah o fora do xopim
josé diz:
q ia ser melhor pra gente
outro alguém diz:
kkkkkkk
outro alguém diz:
vcs trocaram ideia com ele?
josé diz:
tentamu
josé diz:
ai quando a gente pediu pra sentar no colo dele pra tirar foto ele apelo
outro alguém diz:
kkkkkkkk

18 dezembro 2007

17 dezembro 2007

cidade ovo

...em outra redondeza, próxima à região central, as pessoas se encontravam completamente ao acaso. não precisavam andar mais que um ou dois quarteirões para esbarrar com um conhecido e logo sentarem em algum bar atrás de viagens, mentiras, constatações e invariavelmente, algumas boas garrafas de cerveja.
era um fenômeno que, na verdade, ocorria na cidade inteira, mas na área desse conjunto de pequenos bairros tinha uma ocorrência tão frequente que faria o maior dos popstars sentir-se mais um rosto na multidão - dado que ali, todos tinham sua fama...

12 dezembro 2007

in my life

na minha infância aprendi que quem come e guarda sempre tem

vô: a sua vó já tá surda, muito velha! ela vai morrer logo... a conceição é tipo uma previdência social - quando o governo quebrar, você terá a sua garantia!

no ensino médio aprendi sobre comunidade e amor fraterno:

amigo: eu arrumo o baseado, ele as mulheres e você libera a casa!
[dormimos bêbados e sem mulher, no sofá]

depois dos 21 a vida realmente nos ensina coisas duras:

amiga pro amigo: te amo. de mentirinha.

depois...
amigo pra mim: Cara, preciso de terapia e vinho , filmes e um ursinho de pelucia.......

07 dezembro 2007

brevidades distantes


havia também aquela galera conhecida como a pseudo-burguesia. muitos aspiravaram tal posição social.
eram as pessoas que tinham grana suficiente pra se destacarem da classe média fazendo compras extravagantes e um carregando um ar de afetamento esquisito (freud explica).
enfim, tinham um status flutuante mas faziam pouca diferença na vida do lugar pois nunca teriam dinheiro suficiente para comprar o que valia, de fato - o poder.